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‘A insustentável leveza de manter o peso ideal’
Ela come com exagero e depois elimina com igual intensidade. É distúrbio e tem nome: Bulimia.

Ela come com exagero e depois elimina com igual intensidade. É distúrbio e tem nome: Bulimia.

O assunto não é muito divulgado, mas quem sofre com o transtorno, que é predominantemente alimentar, esconde até da família. Pouco se sabe sobre como a Bulimia se origina, mas existem comprovações de que se manifesta com mais incidência no universo feminino.

Quem sofre com a doença ou pegou a febre do culto ao corpo, ou segue padrões de beleza de estrelas e modelos de passarelas, ou tem fixação mental em algo que está além do mundo dos reles mortais, ou tudo isso junto.

A Bulimia tem muito a ver com a mulher, que já começa a manifestar os sintomas em tenra idade, e o que não é precocemente contido cresce à medida em que ela vai alcançando a adolescência e a fase adulta.

Mascarada de rejeição a tudo que engorda, incluindo aversão a pessoas acima do peso, que é uma atitude condenável, a Bulimia está começando a encontrar eco, também, no mundo masculino, que está mais preocupado que nunca em se manter sarado, sem barriga, atlético, bonito e sensual.

Cada um carrega um universo próprio, e é mais ou menos por aí que a Bulimia se instaura em suas vítimas, ninguém sabe nem tem ideia do quanto de sacrifício uma pessoa precisa se impor quando tem a doença. A maioria come tudo o que engorda, depois não consegue nem se suportar, por isso põe pra fora.

Quem sofre com a doença só fecha a boca para fazer segredo. Ao contrário da anorexia, em que a pessoa veste um personagem gordo e fica vendo aquele fantasma no espelho, sem ter a menor noção de que está magra de morrer, na Bulimia a pessoa não aceita que é doença e acha que está linda de se ver!

•Como saber se alguém muito próximo tem Bulimia?

•Há mais chances da pessoa ter Bulimia se existir pelo menos um caso comprovado de que algum membro familiar teve e se chegou a fazer tratamento.

•Por outro lado, a pessoa acaba provocando uma bagunçada nas células nervosas, o que gera acentuado déficit nos níveis de serotonina, que é um dos neurotransmissores responsáveis pela sensação de gozo, de satisfação e de bem estar.

• Há que se passar na peneira algum trauma sofrido na infância, e principalmente se desencadeou alguns problemas psicológicos. Tudo tem que ser estudado e trazido à tona para que a doença encontre tratamento e cura. Mas, jamais faça a loucura de sair se automedicando.

• Ponha tudo à luz da razão: se pode gerar algum reflexo nas relações interpessoais, provocar qualquer grau de insatisfação ou de medo, diante de casos que ocorrem no meio externo ou social, respingar na moral e por aí vai.

Identifique se você tem os sintomas da Bulimia, mesmo que ache que não tem nada a ver contigo:

• A pessoa se empanturra de todas as iguarias que estão dispostas para o seu bel prazer;

• Come, come e come até sentir incômodo, dor ou desconforto:

• Vai para o banheiro para descarregar, seja forçando o vômito e não satisfeita ainda toma laxantes para completar a limpeza geral;

(Lembre-se de que ao forçar o vômito, repetidas vezes, o líquido gástrico que tem a acidez característica pode sair queimando tudo.)

•Volta e meia se entope de remedinhos, como os que induzem a urinar ou os que auxiliam na perda de peso, além é claro de se locupletar com suplementos quase que diariamente;

• A pessoa tem medo de engordar um milímetro sequer, vive em uma angústia como se estivesse exercendo um controle sobre humano.

O que ocorre é que esses sintomas vão ficando frequentes e dependendo de quanto tempo você tenha a doença, maiores serão as chances de gerar mais doenças no corpo físico, que trarão efeitos drásticos para sua autoestima, que por sua vez, vão interferir no emocional e arranhar seu campo psicológico.

Prevenir é melhor que remediar, mas há uma forma de remediar de forma a prevenir:

• Fale com seus filhos sobre as vantagens de consumir alimentos saudáveis, mostre a eles o quanto é importante ter uma aparência salutar e que se ganharam peso ou se apresentam fofos ou gorduchinhos, tudo vai se corrigindo ao longo do tempo;

•Fale da importância de manter a autoestima sem exageros ou culpas;

•Converse com um psicólogo ao menor sinal de que as coisas não vão bem, acompanhe junto ao pediatra, veja até que ponto os problemas são meros conceitos equivocados em relação às práticas alimentares ou estão dando defeito e causando doença.

Essa pode ser a diferença ente o desenvolvimento ou não da Bulimia. Mas, há também outro aspecto de prioridade um: é que mesmo que a pessoa esteja tratada e até ‘curada’ a Bulimia pode encontrar alguma brecha e voltar com força total.

Na maioria das vezes a Bulimia retorna trazendo outros problemas na bagagem, como prisão de ventre; hemorroidas; desidratação; entre outros. Os problemas vão se manifestando com maior ou menor intensidade ao longo do tempo.

Por isso, o tratamento precisa ser rápido e contínuo, o que não se observa em unidades populares de atendimento, daí a importância de um plano de saúde que possibilite o acompanhamento médico de ordem física, psicológica, nutricional e a realização de exames mais complexos.

A leveza de produzir uma imagem magra e atraente desta forma tem o benefício da certeza de que pode ser sustentável mesmo que não se apresente no ranking do peso ideal.

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