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A ÁRDUA MISSÃO DE SER EMPRESÁRIO NO BRASIL

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EM 11/02/2011
Pesquisa recente divulgada pelo IBGE mostra que o esgoto doméstico é o grande problema ambiental brasileiro, seguido do uso de agrotóxicos e fertilizantes que causam contaminação da água no país.
Das cidades que registram poluição permanente da água, 75% apontaram o despejo do esgoto como a principal causa, segundo dados da pesquisa. Isso se deve também pelos investimentos baixos no setor e pela falta de educação ambiental da população. Prevê-se que seria necessário um investimento de 190 milhões de reais em esgoto sanitário e resíduo sólido, até 2020, para que a questão fosse resolvida. Mas não é o que se percebe que vá acontecer dada a liberação de recursos do governo federal.

Como as obras relacionadas ao esgoto não têm visibilidade política, pois estão sempre pensando em um retorno imediato, nas obras de saneamento o retorno demora a aparecer e normalmente ela está associada com a saúde pública, tem que ser demonstrando para a população que ela efetivamente teve um retorno. Então essa questão do retorno é o primeiro ponto que aparece e como são obras enterradas, efetivamente a população não consegue reconhecer que foi feita uma obra, e que ela é de grande importância. Esse é um ponto que não sensibiliza os políticos a fazerem investimentos nesse sentido. Eles priorizam obras que tenham retorno mais rápido, que esteja dentro do período de governo deles.

Quando você faz uma obra rodoviária, ela é muito visível e a população clama por isso. Enquanto que o esgoto a população não está clamando o tempo todo. Tem as pessoas sensibilizadas do ponto de vista ambiental e sanitário, que entendem a contribuição de uma obra dessas. Mas a população em geral não consegue distinguir esses benefícios. É um pouco diferente em relação à água, porque se faltar ela tem um sofrimento imediato, então ser atendida por água é um benefício que ela vê acontecer. No caso do esgoto existe certa dificuldade em demonstrar todo o benefício que é dado. Além disso, tem a questão que isso pode representar um novo custo, que é uma nova tarifa de remuneração do serviço que está sendo prestado.

Isso tudo indica que os órgãos ambientais têm atuado de maneira rigorosa apenas na questão ligada às Indústrias, uma vez que não mais se falam em poluição industrial em nossos rios, principalmente nos que tangem o Estado de São Paulo, colocando nossos empresários no rol dos “cumpridores da Lei” e, em sintonia com a defesa e proteção do meio ambiente, mas, mostrando um lado cruel em relação às cobranças e cumprimento das Leis por parte dos administradores públicos e, considerando que a “Lei é cega”, isso não poderia estar ocorrendo.

Engº.Químico Celso Luís Quaglia Giampá

Consultor da Clinica de Engenharia                               cropped-icservicos_logo

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