Glúten : O guia completo!
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Glúten : O guia completo!

Glúten: O guia completo!

Introdução
Você sabe o que é glutén e os impactos que o consumo dessa substância podem
causar a sua saúde?
No mundo das mídias sociais e selfies para o Instagram, as pessoas buscam cada
vez mais manter-se em boa forma. Algumas desejam apenas perder peso e
preservar a saúde, enquanto outras vão além, na busca por um corpo perfeito.
Influenciadas pelos padrões de beleza, há quem faça “dietas malucas” que
prometem resultados milagrosos, muitas vezes sem um acompanhamento médico.
A moda da vez é a dieta livre de glúten ou glúten free, onde é retirado da dieta todos
os alimentos contendo esta substância.
Existem uma variedade de comidas industrializadas no mercado, em que se lê na
descrição do rótulo palavras como: “livre de glúten”. “sem glúten” ou “glúten free”.
Mas afinal, você sabe o que é glúten? Ele é ou não prejudicial a saúde? Eliminá-lo
da dieta realmente emagrece? Quais alimentos o contém?
Saiba de vez, a resposta para estas e outras perguntas, através deste guia

completo que preparamos para você! Vamos lá?

Glúten: o que é?

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O glúten provém da mistura de proteínas encontradas na semente de cereais da
família das gramíneas como o trigo, centeio, cevada e triticale. Este tipo é
popularmente conhecido como “glúten de trigo”.
Cereais como a aveia não contém a proteína, porém, quando processados
juntamente com outros que contém esta substância, ocorre a contaminação da
aveia pelos seus resíduos.
A farinha com glúten é responsável pela consistência elástica, porosa ou esponjosa
dos pães e bolos em que se utiliza fermento.
Já em assados a proteína proporciona a fermentação no interior da massa, fazendo
com que ela cresça.
Glúten: quais são os alimentos que contém?
Os alimentos que contêm glúten são derivados do trigo, cevada e centeio, alguns
exemplos são:
– Pão
– Biscoito
– Bolo
– Massas
– Cereais
– Salsicha
– Salgadinhos
– Cerveja
– Temperos prontos

Glúten : O guia completo!
Existem no mercado uma variedade de comidas industrializadas contendo glúten,
por isso é importante ficar atento às informações descritas nas embalagens dos
produtos.
Em Maio de 2001 foi aprovada a lei que tornou obrigatória a identificação dos
alimentos que contém a proteína, permitindo que pessoas alérgicas ao glúten ou
portadoras da doença celíaca identifiquem a presença do componente e não
consumam tal produto.
Tornou-se também uma grande vantagem para quem pretende emagrecer e “perder
barriga”, pois alguns dos alimentos com glúten provocam inchaço abdominal e
sensação de barriga estufada.
Alimentos sem glúten são realmente mais saudáveis?
Optar por alimentos sem glúten tem grandes benefícios para quem precisa
emagrecer e levar uma alimentação saudável.
Entre as vantagens desse tipo de dieta podemos citar: Reduzir inflamações
causadas por doenças autoimunes como artrite e problemas intestinais, diminuição
da fome e compulsão, diminui alterações de ph que provocam danos aos ossos,
previne o aparecimento de osteoporose e anemia.
Alguns alimentos sem glúten são:
– Carnes, peixes
– Legumes, verduras, tubérculos
– Amido de milho, farinha de arroz
– Óleo, azeite, manteiga
– Arroz, milho, amaranto
– Sal, açúcar, chocolate em pó
Embora a diminuição no consumo traga vários benefícios à saúde, devemos nos
preocupar bastante com as variedades de alimentos e bebidas “fitness” lançados
em grande quantidade no mercado atualmente.
Segundo uma matéria realizada pela revista Super Interessante, pesquisadores da
universidade de Houston nos Estados Unidos, mostraram que acrescentar palavras
nos rótulos como, “antioxidante”, “orgânico”, “livre de glúten”, torna o produto mais
saudável apenas na cabeça do consumidor.
Eles afirmam que o fato de um alimento ser livre de glúten não significa que ele seja
menos calórico.
Sendo assim, é importante ficar atento pois a maioria das comidas industrializadas
contém alta quantidade de açúcar, gordura e vários aditivos químicos.
Glúten: engorda, faz mal a saúde?
Além das pessoas com intolerância ao glúten, é bastante comum para quem deseja
perder peso cortá-lo da alimentação ou pelo menos diminuir as quantidades
ingeridas por alimento.
Segundo especialistas não há nada de errado com o glúten. O médico nutricionista
André Veinert da Clínica Healthme Gerenciamento de Perda de Peso,o erro está em
seguir a grande quantidade de informações sem um acompanhamento adequado de
um especialista.
Acontece que a retirada do glúten da dieta melhora o metabolismo intestinal, pois
ele é uma proteína de difícil digestão.
Quando optamos por retirá-lo da dieta é reduzida a produção de substâncias
inflamatórias no organismo diminuindo assim o edema (inchaço), segundo André é a
perda desse edema que causa a sensação de desinchaço.
“No caso de pessoas que possuem algum grau de intolerância, a retirada da dieta
melhora a sensação de inchaço, como o aumento abdominal, por exemplo”, explica.
Ele também explica que, quando cortamos o glúten, passamos a escolher alimentos
mais saudáveis tendo como consequência o emagrecimento.
O glúten está relacionado a obesidade?
A obesidade é causada pelo consumo excessivo de calorias na alimentação, se o
gasto energético for menor que a absorção de calorias certamente haverá um
acúmulo de gordura no corpo provocando o aumento de massa corporal.
Ou seja, o que comemos e as atividades realizadas no dia a dia são determinantes
no resultado do nosso peso e da nossa saúde.
Vale lembrar que se você tem familiares que sofrem com o peso acima do
recomendado pelos médicos, sua chances de desenvolver o mesmo problema
aumentam.
Segundo um levantamento feito pelo Ministério da Saúde, uma a cada cinco
pessoas está acima do peso no país. A prevalência da doença passou de 11,8%,
em 2006, para 18,9%, em 2016.
É comum apontar o glúten como o principal vilão quando se fala em obesidade,
embora não haja estudos científicos comprovando a tese de que, a mesma está
vinculada apenas a esta proteína.
Enfim, o que podemos provar a respeito da obesidade é que se ingerirmos
compulsivamente alimentos calóricos, com alto teor de gordura e grandes
quantidades de açúcar como chocolate, óleos, nozes e sementes, leite integral entre
outros, teremos sim um aumento significativo no peso.
Existe realmente a sensibilidade ao glúten?
O glúten é a única proteína que não pode ser decomposta pelo organismo e se
transformar em aminoácidos.
Então, o corpo de algumas pessoas pode reconhecê-la essa como um invasor.
Assim, tais indivíduos podem ser diagnosticados com sensibilidade ao glúten ou
portadores da doença celíaca.
Mas qual a diferença entre sensibilidade ao glúten e doença celíaca?
A sensibilidade se dá quando a pessoa sofre com sintomas bem semelhantes a
doença celíaca, porém, o organismo do paciente produz anticorpos para “combater”,
levando a reações imediatas como: vômitos, dores abdominais e dores de cabeça
.Diferente da doença celíaca, ela não causa danos permanentes, e os sintomas
desaparecem quando não ingerem mais alimentos com a proteína.
Apesar de reversível, ela exige que o paciente deve adotar uma dieta livre de glúten
por um longo período.
O que é a doença celíaca?
A doença celíaca é uma doença crônica autoimune, que afeta o intestino delgado de
adultos e crianças, causando atrofia na mucosa e consequentemente prejuízo na
absorção dos nutrientes, sais minerais e água.
Estima-se que 1% da população mundial tenha a doença celíaca.
Os portadores não possuem em seu organismo uma enzima responsável por
quebrar o glúten e como a proteína não é processada devidamente, o sistema
imunológico reage ao acúmulo da substância atacando a mucosa do intestino
delgado causando lesões e o mau funcionamento do órgão.
Entre os principais sintomas da doença estão:
– Gases
– Ânsia de vômito
– Diarreia
– Irritabilidade
– Perda de peso
– Lesões na pele
Assim como nos casos de obesidade, os familiares de pessoas com a doença
celíaca tem mais chances de desenvolver o quadro.Tendo como fator de risco a
predisposição genética, o histórico familiar pode ajudar no diagnóstico da doença
com antecedência, evitando possíveis lesões no intestino.
Para diagnosticar um paciente com a patologia, são necessários exames de
sangue, e principalmente a biópsia.
Assim, é possível detectar se as dobras do intestino responsáveis pela absorção
dos nutrientes estão comprometidas.
O tratamento da doença celíaca é feito através da dieta livre de glúten ou “glúten
free”, pois ainda não existem procedimentos ou medicamentos próprios para
tratá-la.
A maior dificuldade dos pacientes é se adaptar às restrições alimentares.
Nos primeiros meses do tratamento é recomendado evitar a ingestão de leite, e o
consumo dos seus derivados, devido a possibilidade de intolerância à lactose
secundária.
A doença celíaca não tem cura, porém, seguindo o tratamento indicado pelo médico
é possível conviver com a condição.
Glúten: devo ou não cortar da minha dieta?
Cortar totalmente o glúten da dieta apenas com o objetivo de perder peso não é
recomendado, pois deixar de comer as principais fontes de carboidratos como, pão,
bolo, e doces realmente causa o emagrecimento, mas não de maneira saudável.
O ideal é investir na diminuição do consumo e cortar o açúcar, gorduras e qualquer
outra substância calórica muito presente na sua alimentação, além de investir em
atividades físicas.
Um artigo publicado pela revista VEJA em Março de 2017, diz que pesquisadores
da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, concluíram que pessoas que
eliminaram totalmente o glúten da sua dieta estão propensas a desenvolver
diabetes tipo 2.
O pesquisador do Departamento de Nutrição da Escola de Saúde Pública da
Universidade de Harvard, Geng Zong, analisou o consumo de glúten e a saúde de
200.000 pessoas, acompanhadas durante 30 anos. Nesse período, foram
descobertos mais de 15.000 casos de diabetes tipo 2 entre os participantes.
“Alimentos sem glúten geralmente têm menos fibra e outros micronutrientes, o que
os torna menos nutritivos, além de custar mais. Pessoas sem doença celíaca deve
reconsiderar a decisão de limitar seu consumo de glúten principalmente no que diz
respeito à prevenção de doenças crônicas como o diabetes.”, disse Zong.
Portanto, é importante lembrar que quem adota uma dieta totalmente sem glúten
está propenso a desencadear problemas de saúde.
Um estudo publicado na revista Epidemiology diz que, pesquisadores da
Universidade Illinois em Chicago constataram que, as pessoas que adotam uma
dieta sem glúten são mais expostas a metais tóxicos, como o mercúrio e o arsênio.
A urina dos participantes tinha níveis de arsênio duas vezes maior a de pessoas que
fazem uma alimentação sem restrição a proteína.
Segundo Maria Argos, professora de epidemiologia e uma das autoras do estudo, a
alta concentração de metais no organismo pode gerar graves consequências à
saúde.
O endocrinologista Marcello Bronstein, professor de endocrinologia e metabologia
da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, diz que, alimentos ricos
em glúten somados a uma dieta equilibrada, trazem grandes benefícios à saúde:
“Eles ajudam a controlar a glicemia e os triglicérides, aumentam a absorção de
vitaminas e minerais, melhoram a flora intestinal e deixam o sistema imunológico
mais forte”, afirma Bronstein.
Retirar portanto, o glúten da alimentação só é indicado em casos de sensibilidade
(sensibilidade não celíaca), ou doença celíaca.
O que os famosos pensam sobre o consumo de glúten
As opiniões com relação ao glúten são bem distintas entre as pessoas que
procuram um estilo de vida saudável e bons hábitos alimentares.
Estamos num impasse, de um lado estão aqueles que consideram a proteína como
a principal vilã no quesito saúde e boa forma.
Alguns famosos como Giovanna Antonelli e Cris Vianna tornaram-se adeptas da
dieta sem glúten.
Até mesmo o lutador Vitor Belfort apareceu no programa Mais Você da rede Globo
ensinando receitas suculentas sem o componente.
Segundo o portal globo.com, a cantora Ana Carolina relatou sua luta contra a
doença celíaca e disse que apesar de fazer atividade física diariamente e ter
cuidado com a alimentação, não se cobra demais quanto ao assunto.
Já a atriz Cris Vianna prefere passar longe da proteína para manter o corpo em dia.
“Tenho uma nutricionista que me ajuda. Evito todos os derivados de leite de vaca e
evito bastante o glúten. Eu equilibro isso. Quando estou com muita vontade de
comer, eu como. E quando como, não é em excesso”, revelou.
Conclusão
Mas, afinal, o glúten é ou não um vilão? Depende em primeiro lugar dos motivos
para a eliminação da proteína da sua dieta.
É necessário compreender que se você pretende perder peso, é importante diminuir
também o consumo de alimentos calóricos.
Porém, uma dieta com restrição total ao glúten só é indicada para portadores da
doença celíaca ou pacientes com sensibilidade não celíaca.
A chave para manter-se saudável e emagrecer não está em abolir a proteína da
alimentação, mas em dosar a quantidade da mesma, assim como da gordura,
açúcar e aditivos químicos contidos nos alimentos ingeridos.
Estes hábitos somados a exercícios físicos, acompanhamento de um bom médico e
nutricionista, são cruciais para saúde.
Esperamos portanto, que com esse guia, você tenha compreendido melhor o que
consiste as dietas sem glúten, quando são recomendadas e a importância de
manter um equilíbrio. Boa sorte!

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